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2010 será o Ano da América do Sul na Síria

 Imprimir ANBA | 07/05/2009 A | A
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Alexandre Rocha

São Paulo – O ministro sírio dos Emigrantes, Joseph Sweed, disse ontem (06), em reunião com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que o governo do seu país pretende promover em 2010 o Ano da América do Sul na Síria, como parte da iniciativa de aproximação entre os países árabes e sul-americanos. “Serão realizadas atividades conjuntas em diversas áreas”, disse Sweed à ANBA.

De acordo com o ministro, a Síria “vê com vital importância” a presença de imigrantes árabes e descendentes na América do Sul e especialmente no Brasil. Segundo ele, os sul-americanos de origem árabe têm “peso forte” na região, tanto em termos quantitativos como qualitativos, ocupando posições importantes nas mais diferentes áreas.

Além disso, seu país almeja ampliar as relações e a cooperação com as nações sul-americanas e pretende se valer da comunidade de origem síria na região para alcançar este objetivo. Ele lembrou que no final de março foi realizada a 2ª Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa), em Doha, no Catar, e disse que o presidente sírio, Bashar Al-Assad, se empenhou pessoalmente para que ela fosse bem sucedida. “Temos relações diferenciadas com a América do Sul e o Brasil, e devemos cuidar muito bem delas para mantê-las”, declarou o ministro ao prefeito.

“Por tudo isso, 2010 será o Ano da América do Sul na Síria”, afirmou Sweed. “As atividades vão envolver cultura, economia. Um dos objetivos da minha viagem é discutir idéias com as colônias sírias e instituições importantes a respeito dessas atividades, levando em consideração que os residentes sabem com mais profundidade o que podemos fazer”, acrescentou. O ministro realiza um giro pela América do Sul. Além de visitar o Brasil, ele já esteve na Venezuela e Argentina e depois vai ao Chile.

Uma das instituições que Sweed considera importante é a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, que ele conheceu no final da tarde de ontem. “A Câmara é uma das mais destacadas instituições de origem árabe no Brasil e colabora de forma ativa no estreitamento das relações entre árabes e brasileiros”, destacou.

De acordo com ele, a entidade não serve somente de ponte comercial, mas também de elo de ligação cultural e de civilizações. “E a Síria se orgulha que a Câmara Árabe seja presidida por um de seus descendentes”, disse ele, referindo-se a Salim Taufic Schahin, que é de origem síria. Para Sweed, os expatriados e seus filhos e netos são “os verdadeiros embaixadores da Síria e do mundo árabe” no exterior.

A Kassab, o ministro disse que seu país tem hoje cerca de 22 milhões de habitantes e mais 18 milhões de pessoas de origem síria estão espalhadas pelo mundo, principalmente na América do Sul e no Brasil. Ele ressaltou que os imigrantes e descendentes não cortaram ligações com suas origens, mas mesmo assim se integraram ativamente em suas novas pátrias.

O prefeito, que é neto de árabes, disse que espera ter a oportunidade de ir à Síria. Ele tem viajado para promover a capital paulista no exterior e este ano já esteve no Líbano. Hoje (07), Kassab embarca para o Japão e depois vai à Coréia do Sul.

O secretário de Relações Internacionais da Prefeitura, Alfredo Cotait Neto, também descendente de árabes, disse que esteve na Síria há quatro anos e quando visitou os mercados públicos lembrou muito da 25 de Março, rua de comércio popular no centro de São Paulo que foi colonizada por imigrantes árabes.

Na Câmara Árabe, Schahin destacou que a entidade está preparando uma agenda em conjunto com cada um das embaixadas árabes no Brasil “para saber o que elas precisam para ampliar os negócios bilaterais”. Segundo ele, a instituição trabalha também com os embaixadores brasileiros no mundo árabe para fomentar as relações nas áreas de comércio, turismo e investimentos. “Sem esquecer a importância da cultura nesse relacionamento”, destacou.

Além de Schahin, o ministro foi recebido na Câmara pelo vice-presidente de Relações Internacionais, Helmi Nasr, o secretário-geral, Michel Alaby, e os diretores Mustapha Abdouni e Sami Roumieh. Estavam presentes ainda o cônsul-geral da Síria em São Paulo, Ghazi Deeb, e o arcebispo metropolitano ortodoxo, Dom Damaskinos Mansour.

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