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Governo americano lança livro positivo sobre a sua comunidade muçulmana

 Imprimir Arabesq | 28/05/2009 A | A
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A Secretaria das Relações Exteriores dos Estados Unidos distribuiu recentemente 400 mil copias de um livro intitulado “Sendo muçulmano na América” sobre a vida dos muçulmanos nos EUA.

O livro foi traduzido para 28 idiomas e relata exemplos positivos da vida de muçulmanos americanos que se integraram na construção da sociedade dos EUA sendo médicos, soldados, bombeiros, políticos, designers e atletas profissionais. O que parece ter gerado revolta entre radicais anti-islã no país.

Nas suas 64 páginas o livro descreve uma “nova geração de muçulmanos americanos que enriquecem a medicina, a ciência e a literatura dos EUA”. A capa retrata duas meninas muçulmanas do Estado de Michigan, jogando basquete, uma delas com o tradicional véu islâmico e a outra com roupas esportivas modernas, para conscientizar a população de que “Cada uma delas expressa a sua fé à sua maneira, combinando o tradicional ao moderno”.

As mensagens positivas do livro, que visam informar a sociedade americana da real imagem dos muçulmanos, provocaram a ira de escritores liderados Steve Emerson, que criticou a edição afirmando que “a leitura do livro gera a impressão de que a preocupação pública sobre o terrorismo islâmico não tem fundamento real, sendo apenas resultado de americanos reacionários”.

Ele, um dos maiores escritores anti-islã nos EUA conhecido por suas posições hostis aos árabes, criticou ainda a divulgação de grandes instituições islâmicas americanas no livro, como o Conselho das Relações Americano-islâmicas (CAIR), o Conselho de Assuntos Islâmicos e a Sociedade Islâmica da América do Norte (ISNA), classificadas de “extremistas” pelo crítico que alega haver uma ligação profunda entre a CAIR e a resistência palestina Hamas, que considera “terrorista”.

Para Emerson, a secretária das Relações Exteriores dos EUA, promoveu, com o lançamento, as organizações islâmicas, e “ignorou os muçulmanos contrários ao Jihad, que devem ser apoiados por Washington".

“o conteúdo do livro é, infelizmente, muito vergonhoso, e pode ameaçar a luta contra este tipo de extremismo", acrescentou o critico.

Para membros da comunidade muçulmana, o livro não é nada mais do que uma pequena iniciativa que mostra parte da realidade positiva da comunidade muçulmana americana e suas importantes contribuições na construção dos EUA; E por si só está muito distante de levar a verdade sobre a religião de seus praticantes diante quase uma década de distorções e bombardeamento contra um importante grupo da sociedade americana que sofre de graves e injustos preconceitos entre seus compatriotas.

Com a agência America em Árabe

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COMENTÁRIOS
 
Sandra Fayad 5/31/2009 6:10:10 PM
Acho que se, ao invés de rotular cidadãos que vivem nos Estados Unidos ou fora dele de ser isso ou aquilo, os norte americanos estudassem sobre outras culturas, saberiam que eles não são, nem de longe,sabidões donos da verdade. Por que não vão trabalahr para preservar o planeta, cuidando da terra, água, animais e plantas?

E você, o que acha disso?
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