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Marwa al Cherbini: A mártir do véu

 Imprimir Arabesq | 11/07/2009 A | A
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Consciência Jeans

No último dia primeiro a farmacêutica egípcia Marwa al Sherbini, de 32 anos, foi assassinada durante o julgamento de um processo contra um racista, no Tribunal Estadual de Dresden,

Marwa foi ao tribunal testemunhar contra Alexander, um alemão de 28 anos, de ascendência russa. Em agosto do ano passado, ela pediu ao alemão que desse um lugar em um banco de rua para o seu filho, Mustafá, de 3 anos. O homem alemão respondeu chamando Marwa, que usava o véu, de “prostituta, muçulmana e terrorista”. Ela denunciou estes fatos e 3 meses mais tarde o racista foi condenado a uma pequena multa em dinheiro.

O promotor do ministério público recorreu desta sentença que considerou ser muito branda e conseqüentemente aconteceu um novo julgamento em 1º de julho. No novo julgamento, além do réu, estavam presentes o seu advogado, o juiz e o promotor do ministério público, Marwa estava acompanhada de seus filho e marido, Elwi Ali Okaz, um imigrante do Egito, que vive há 4 anos em Dresden, e trabalha como professor no instituto "Max Planck".

A princípio a sessão estava se desenvolvendo sem problemas, mas, de repente, quando Marwa acabava de fazer sua declaração, Alexander sacou uma faca e atacou a mulher, e, em poucos minutos, matou-a com dezoito facadas. O marido de Marwa e o advogado do acusado tentaram parar o agressor sem sucesso. Dois policiais que entraram na sala, ao em vez de ajudarem a vítima, atiraram imediatamente na perna do seu marido árabe que socorria a esposa, "suspeitando" que ele fosse o agressor.

Marwa morreu ainda na sala do Tribunal. Para aumentar a tragédia vem ao conhecimento que a mulher muçulmana perdeu um filho já que estava grávida de 3 meses. Seu marido foi transferido para o hospital em estado de coma. O seu filho de três anos também saiu ferido, e está sob cuidado de amigos da família.

Um dia depois do assassinato o porta-voz da promotoria pública, Christian Avenarius, descreveu Alexander como um "carrasco, solteiro, fanático, extremamente racista...”, mas as autoridades e a mídia alemãs ignoraram o caso por mais de uma semana. E se limitaram a lamentar o ocorrido.

No mundo árabe o caso ganhou grandes proporções, pois foi considerado a face dos crescentes preconceito e ódio contra árabes e muçulmanos na Europa, alimentados pela política e mídia local. O crime despertou protestos de árabes e muçulmanos no Egito e na Alemanha que consideram Marwa al Sherbini a “Mártir do Véu”.

"Por que mataram Marwa?", pergunta Mohamed, 16, que acompanhou a mobilização em frente à embaixada da Alemanha no Cairo. "Estamos aqui para perguntar porque mataram Marwa e para levantar nossa voz para aqueles na Alemanha que pensam que somos más pessoas porque somos muçulmanos."

Tareq, irmão da vítima, acusou a Alemanha de oferecer uma resposta "muito frágil" e de ter apoiado o assassinato.

"Esta é a ocasião na qual podemos afirmar que eles [ocidentais] são os terroristas e que a violência chegou de sua parte primeiro", disse.

Nesta terça-feira, a comissão de Assuntos Árabes do Parlamento egípcio pediu às organização de direitos humanos que atuem contra "este penoso acontecimento na Alemanha no qual Marwa morreu devido a seu credo muçulmano e o uso do véu", diz um comunicado.

A comissão pediu ainda que o governo alemão promova uma "política de convivência, tolerância e diálogo entre as raças do mundo."

O assassinato de Marwa al Sherbini levantou sérias questões sobre o rumo do combate ao preconceito no ocidente. Grupos islâmicos na Alemanha e a mídia árabe consideraram a tímida cobertura do caso na mídia ocidental um claro sinal de que valores relativos ao preconceito e ao racismo são aplicáveis a somente certos grupos na sociedade e não para todos. “Será que veríamos a mesma reação modesta da mídia e do governo alemão caso o agressor fosse muçulmano, ou a vítima fosse da religião judaica?”, perguntou um comentarista em entrevista para a Al-Jazeera.

Com agências internacionais

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COMENTÁRIOS
 
Cacau 7/14/2009 1:03:09 PM
ATO BRUTAL DE UM TERRORISTA ALEMÃO,ESTE ASSASSINO DEVERIA SER CONDENADO A MORTE JUNTAMENTE COM QUEM LHE DEU E DÁ COBERTURA. E TEM GENTE QUE DIZ QUE O POVO ÁRABE É TERRORISTA??? EU PERGUNTO. QUEM SÃO OS TERRORISTAS???

Saad Mahmmoud 7/15/2009 11:53:45 AM
O passado e o presente continuam condenando os extremistas alemães. Antes o louco do III Reich, agora um demente assassino, dentro de um tribunal tira britalmente a vida de uma muslimah. Como é que esse criminoso conseguiu entrar armado num lugar onde seria julgado? Está claro que a polícia e a justiça alemãs foram claramente coniventes com o martírio da irmã Marwa.

Estéfani José Agoston 7/16/2009 7:51:55 PM
Crime brutal, sangue por sangue, que o assassino seja condenado à morte, para outros aprenderem que não se pode tirar a vida do semelhante. Entretanto sabe-se que muçulmanos não aceitam hábitos e costumes ocidentais em seus países, o que é no mínimo evidência de intolerância, mas exigem que nações não muçulmanas aceitem hábitos e costumes muçulmanos.

Vitor 7/18/2009 9:09:30 PM
A nação islamica e todos os defensores dos diretos humanos tem se levantar e gritar contra este duplo criterio dos direitos humanos ocidentais. Se isso tiha acontecido no outro país contra um cidadão europeu !!!!!!!!! Não devemos de esquecer tambem de protestar a presença de outro assassino que na praxima semana vem ao Brasil. Nos bresileiros qualquer que seja a ideia e nossa crença não apretatemos mâo de criminisos mundiais como o LIBERMAN o chanceler israelita que quer vem ao brasil. repudiamos isso e GRITAREMO Fora do Brasil rascista LIBERMAN

Gilles Blanc 10/3/2009 10:35:47 PM
Toda nação islãmica é intolerante com as minorias,algumas mais que as outras. No Irã, por exemplo, se um cristão professar sua fé fora de casa é condenado à morte! Basta checar estes sites: http://www.dhimmi.org ou http://www.jihadwatch.org

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