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Bebê prematuro que “reviveu” morre novamente

 Imprimir Arabesq | 01/08/2009 A | A
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A família de um bebê prematuro, que mostrou sinais de vida após médicos o declararem morto, está acusando os médicos do Hospital da Sagrada Família de Nazaré de negligência.

O diretor do hospital, o Dr. Ibrahim Harbaji, disse que o caso era um aborto de gêmeos na 21a semana de gravidez. "O feto não era viável", disse Harbaji.

Os dois corpos tinham sido liberados para a família Habishi de Iksal para serem enterrados. Quando membros da família lavavam os corpos perceberam que a menina estava se movendo. Então se apressaram a levar a recém nascida para o Hospital de Afula, mas os médicos não puderam salvar a vida dela, e ela foi declarada morta pela segunda vez.

Niha Habashi e o marido Akram estão casados e tentam ter um filho há 11 anos. Seis meses atrás ficaram felizes com a notícia de que Niha, palestina dos territórios de 1948, estava grávida de gêmeos.

"Nas duas últimas semanas a minha mulher não estava se sentindo bem", disse Akram. Niha foi hospitalizada. No dia 27 de julho ela perdeu o primeiro feto, um menino, no banheiro do hospital.

"Gritei e pedi a eles (médicos) para salvar o outro. Levaram-me para a sala cirúrgica e perguntei por explicações sobre o que estava acontecendo, mas eles não explicavam," disse Niha.

Harbaji disse que os médicos, incluindo um pediatra, examinaram os fetos e decidiram que não eram viáveis. Cada um estava com menos de 400 gramas.

"Normalmente fetos são enviadas para a autópsia, mas a família pediu para levá-los para o enterro. Duas horas mais tarde, após os fetos serem examinados novamente, eles foram liberados para a família. Não posso explicar o que aconteceu depois", disse Harbaji.

Uma vez que os familiares viram a menina se mexendo, eles correram para a casa de seu vizinho Dr. Aziz Darawsha, chefe do serviço de urgência no Hospital de Haemek Afula. Ele chamou uma ambulância, e a menina recém nascida foi, então, levada para o hospital, enquanto o outro feto, o menino, era enterrado. Testemunhas garantem ter visto a menina respirar normalmente.

Harbaji disse acidentalmente a Haemek que os bebes tinham sido abortados na 25ª semana, o que poderia ser viável. Mas a menina não resistiu e foi declarada morta novamente.

O hospital de Nazaré se defende afirmando “Começamos a tentar salvar os prematuros na 23 ª semana. Mas neste caso a criança não estava respirando e estava da cor preta, sem pulso. Este foi um aborto, e nada mais pode ser feito. O hospital não foi negligente."

O Ministério da Saúde disse que o caso foi relatado, e que está à espera de uma relatório do hospital.

Com este caso foi revelado que não existe um procedimento médico padrão para declarar mortos os nascidos prematuramente.

Prof. Ehud Zmora, presidente do Fórum das unidades de cuidados intensivos neonatais, em Israel, e chefe da UTI neonatal em Soroka Medical Center, em Be'er Sheva, diz que um neonatologista deve estar presentes para declarar um bebê prematuro morto ou não na sala de parto, embora vários hospitais permitem ao obstetra fazer a determinação.

Normas do Ministério da Saúde de Israel definem o nascimento antes da 22 ª semana como aborto. No entanto, devido à imprecisão da definição da semana de gravidez, especialmente em gestações múltiplas, a margem de vitalidade é obscura.

Neonatologistas em Israel se opuseram a fixar um número mínimo de semanas para tratar bebês prematuros devido a essa imprecisão.

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