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Sobe sem precedentes o número de tentativas de suicídio entre palestinos

 Imprimir Arabesq | 23/10/2009 A | A
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Consciencia Jeans

Da Redação Arabesq

Foram registrados índices sem precedentes de tentativas de suicídio entre a população palestina em 2009, segundo especialistas isso é claro reflexo da acentuada deterioração das condições econômicas e sociais e a falta de esperança causadas pela ocupação israelense.

Estatísticas do Departamento de Planejamento e Pesquisas da Polícia Palestina em Ramallah mostram que o número de tentativas de suicídio nos territórios palestinos chegou a 250 casos desde o início de 2009 com a morte de 8 pessoas, uma média de 3 casos a cada dia.

Psiquiatras acreditam que o palestino está tendendo cada vez mais a pensar no suicídio devido às pressões da vida diária e a dificuldade de se adaptar às conseqüências da ocupação que impossibilitam o planejamento de uma vida com expectativas positivas e um futuro, especialmente na Faixa de Gaza, que sofre de cerco israelense ha mais de 3 anos, o que dificulta até a obtenção de itens básicos para o dia a dia. A Análise é compartilhada pela agência da ONU para os refugiados "UNRWA" que não se surpreende com os dados ao levar em consideração os altos níveis de pobreza e as enormes pressões familiares na sociedade palestina, especialmente na Faixa de Gaza.

A Faixa de Gaza é uma faixa costeira de terra situada no Médio Oriente ao longo do Mar Mediterrâneo, é parte dos territórios destinados ao futuro estado palestino, faz fronteira com o Egito ao sul e é cercada por Israel a norte e leste. Com uma área total de 360 km² é um dos territórios mais densamente povoado do planeta , onde vivem 1.4 milhão de habitantes. Nesse território foram registradas 95 tentativas de suicídio desde o início de 2009 causando a morte de 7 palestinos.

Juventude Desesperada

O porta-voz da polícia do governo em Gaza, Saber Khalifa, informa que os suicídios “ocorrem freqüentemente entre os jovens menores de 21 anos, principalmente na adolescência”.

As dificuldades econômicas e os fatores psicológicos, resultantes daquilo que o povo palestino tem vivido no período recente, com o bloqueio e a ofensiva israelenses contra a Faixa de Gaza no início do ano, explicam boa parte dos suicídios investigados pela polícia palestina, segundo Khalifa.

O psiquiatra Fadhel Abu Hin explica que o ser humano pensa no suicídio quando entra em profunda frustração face a realidade em que vive. Ele acredita que muitos desses jovens vêem que a “morte é melhor do que a vida” em especial após o bloqueio imposto por Israel e suas conseqüências que afetaram “as pessoas em todas as áreas da vida, impossibilitando sonhos e planos sobre educação, lazer, viagem, casamento, perspectivas de vida e de um emprego”, tudo se torna muito difícil, muitas vezes até a compra de um simples pedaço de pão.

Segundo Fadhel, esses fatores não são uma novidade para a população palestina e as conseqüências disso já foram observadas por agências internacionais que alertam freqüentemente sobre as difíceis condições de vida da população palestina considerada a que mais sofre de depressão no mundo. Mas os casos de patologias psicológicas foram agravados com a guerra e destruição em Gaza que praticamente paralisaram a sociedade que lá vive e que se sente incapaz de mudara a sua realidade, ao mesmo tempo em que tem acesso pelos meios de comunicação à qualidade de vida existente em outras nações do mundo.

Na Cisjordânia o caso também é semelhante com as restrições israelenses, a instabilidade e a presença de mais de 700 postos de controle israelenses nas vias de trafego dividindo as regiões, dificultando as tarefas do dia a dia, impossibilitando a manutenção de empregos, os vínculos familiares e a existência de quaisquer atividades de lazer ou expectativas de futuro.

Com al-arabiya

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COMENTÁRIOS
 
jose c santos. jks 10/23/2009 6:26:56 PM
primeira mente eu gostaria de dizer que cinto-me envergonhado, com toda esta falta de humanidade. gostaria de poder ajudar! caso vcs sabedores de ongs escreva-me por email, para que eu possa ajudar com um pouco do que possa se fazer, sou solidario a este Pais, com todo o meu respeito de ser brasileiro, e neto marroquino ate porque cinto na minha alma o fragelo dos pobres e desgregados na qual em contra-se o povo des te pais.,e deus sabera o que fazer na hora certa aos que nao tiveres piedades.(allah alkiba, shuran yazilan al udah)

Umm Falastin 10/24/2009 2:45:15 PM
Isso diz respeito a todos nós. Algo precisa ser feito, imediatamente! Quem quiser saber a situação dos palestinos refugiados no Brasil, procure notícias no Jornal Mogi News - www.moginews.com.br .

Edmundo 10/26/2009 11:16:26 AM
Pobre povo Palestino, que sina, que tragico destino, de só ter a paz, apos a morte, e ter o destino de viver miserávelmente sob o julgo dos Judeus. Este povo - os judeus, escolhido por Deus, certamente deveriam ter outra conduta, era o minimo que se esperava, mas não, como sempre dão as costa para Este. No final é obvio que os Palestino terão o reino dos Céus, enquanto que o povo escolhido, colherão o inferno.

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