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Xeique da comunidade islâmica guarulhense nega ligação com extremismo

 Imprimir Arabesq | 25/07/2011 A | A
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Consciência Jeans

Luiz Roiz
dgnews

Xeique Khaled el-Din, que atua na comunidade islâmica de Guarulhos e também exerce a coordenação geral dos xeques (autoridades religiosas) no Brasil, desmentiu hoje informações publicadas pela revista “Veja” sobre suas supostas ligações com grupos extremistas muçulmanos. “Fazemos um trabalho eminentemente cultural, ensinando línguas, promovendo ações sociais que envolvem toda a comunidade guarulhense, além das atividades religiosas em si”, declarou el-Din. O dirigente islâmico disse desconhecer os reais motivos que teriam levado o semanário a publicar uma nota em que aparece numa foto ao lado do ex-presidente Lula. “Veja” afirma também que el-Din já foi preso no Paraguai e teria hospedado em Foz do Iguaçu o líder da al-Qaeda, Khalid Shaikh Mohammed. O xeque refuta várias acusações contidas na reportagem. “Sou brasileiro naturalizado desde 1992, ao contrário do que diz a revista, que se refere a mim como egípcio. Outra coisa: nunca fui preso no Paraguai. Não mantive contatos com membros do Hezbollah, mas mesmo se tivesse trata-se de um partido político libanês com membros no governo daquele país, e isso não é ilegal.” O xeque alegou também que não existe qualquer acusação formal contra ele na Polícia Federal e que a “Veja” acaba de ser condenada a publicar um direito de resposta da comunidade islâmica por sua reportagem “A rede do terror no Brasil”, publicada no dia 6 de abril. A ação, movida pela União Nacional das Entidades Islâmicas, foi acolhida pela juíza Cláudia Maria Pereira Ravacci, da 35ª Vara Cível de São Paulo, em primeira instância. O vereador guarulhense Lamé Smeili (PT do B), que é muçulmano, lamentou a série de reportagens do semanário da Editora Abril, acusando o grupo editorial de “disseminar o ódio” e estar a serviço do “sionismo internacional.” Lamé, que também é jornalista, reconhece que o veículo de comunicação “era importante, mas está perdendo credibilidade.” O edil também destacou o papel da comunidade islâmica de Guarulhos, calculada por ele em cerca de 400 famílias, qualificando seus integrantes de “cidadãos laboriosos” e notadamente “voltados a ações sociais” em favor dos menos favorecidos. “Essas reportagens da ‘Veja’ são fantasiosas. Lembro que até o vereador Edmilson (PT) já foi acusado de manter relações com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Isso é um absurdo, pois ele dificilmente se afasta de Guarulhos”, disse.

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COMENTÁRIOS
 
fatima 8/8/2011 5:10:32 PM
Não é de hoje que essa Revista acusa árabes de terroristas, suas reportagens na maioria das vezes é tendenciosa e mentirosa. Cabe a nós boicotar essa revista e todos os meios de comunicação que pregam a discriminação.

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