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Flor usada no Egito antigo tem sucesso contra câncer em pesquisa

 Imprimir BBC Brasil | 16/09/2011 A | A
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Consciência Jeans

Um novo remédio feito com uma flor que já tinha usos medicinais no Egito antigo pode destruir células de câncer, segundo uma pesquisa realizada por cientistas britânicos. A nova droga produzida a partir do açafrão-do-prado (Colchicum autumnale) circula na corrente sanguínea, mas só é ativada por uma substância química emitida por tumores malignos. Ela atacaria então as células cancerosas que se espalharam, mas deixaria intactos os tecidos saudáveis.

O remédio foi testado com sucesso em camundongos contra câncer de mama, intestino, pulmão e próstata, mas deve ser eficiente contra qualquer tipo de tumor sólido, segundo os pesquisadores. Nos testes de laboratório, metade dos camundongos ficou completamente curada após uma única injeção da droga e houve redução no ritmo de crescimento dos tumores em todos os animais testados. Os testes clínicos devem começar em até dois anos.

Inanição
Os pesquisadores dizem que a chave para o sucesso do tratamento é que ele é ativado por uma enzima usada pelos tumores para invadir os tecidos a seu redor. Uma vez ativado, o remédio destrói as veias que alimentam o tumor e faz com que o câncer morra de inanição.

"O que criamos é, efetivamente, uma 'bomba inteligente', que pode ser direcionada a matar qualquer tumor sólido, aparentemente sem danificar os tecidos saudáveis", disse o líder da pesquisa da Universidade de Bradford, Laurence Patterson.

Veneno
O extrato do açafrão-do-prado tem um histórico de usos medicinais e também como veneno na Grécia e no Egito antigos. Mais frequentemente, a substância colchicina, retirada da planta, é usada no tratamento de crises de gota. Tentativas anteriores de usá-la no combate ao câncer fracassaram devido à alta toxicidade do composto, mas o problema teria sido resolvido depois que a equipe britânica conseguiu torná-la inofensiva até entrar em contato com um tumor.

A nova droga pertence à mesma família de remédios do Paclitaxel, o agente de quimioterapia mais usado no mundo, produzido a partir da casca da árvore Taxus brevifolia. "Se (os resultados) forem confirmados em testes de laboratórios mais extensos, os remédios baseados nessa abordagem podem ser muito úteis como parte de uma combinação de tratamentos contra diversos tipos de câncer", disse Paul Workman, do Instituto de Pesquisa do Câncer, em Londres. Pacientes do Hospital de St. James, em Leeds, poderão ser os primeiros a testar o novo remédio dentro de 18 a 24 meses.

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COMENTÁRIOS
 
Vera 9/20/2011 4:52:24 PM
Eu gostaria muito que essa pesquisa se tornara uma realidade ja que muitos pacientes estao sofrendo de cancer e sem uma esperanca.Trabalho com pacientes terminais e convivos diariamente com o drama deles de esperar uma cura imediata. Que deus abemcoe os pesquizadores e a voces por enviar uma menssagem de esperanca.

marcos a. matos 9/20/2011 7:32:07 PM
MATERIA SUPER INTERESSANTE - O PROBLEMA É VERIFICAR O QUANTO A INDUSTRIA FARMACEUTICA IRA INTERFERIR OU MODIFCAR A ´FORMA DE TRATAMENTO, DOSAGENS E ACESSO -POIS COM UMA DESCOBERTA DESSA ME PARECE QUE ´PODERA GERAR UM GRANDE CONFLITO DE INTERESSE NA INDUSTRIA FARMACEUTICA

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