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Primavera árabe desperta a mulher árabe de seu outono

 Imprimir Arabesq | 12/03/2012 A | A
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Iara Andari - Dubai

O Dia Internacional da Mulher deste ano ocorre sobre o impacto das grandes mudanças testemunhadas no mundo árabe com as erupções insaciáveis das revoluções populares.

Desde a Revolução do Jasmim na Tunísia, até a 25 de janeiro no Egito, ao Iêmen, a Líbia e a Síria, vimos que a mulher esteve presente em todas elas, mulheres, mães, filhas e esposas, tiveram participação essencial para o sucesso do movimentos populares que lutam por melhores condições sociais e maior liberdade nos países árabes. A Mulher participou em igualdade com os homens sendo também vítima da brutalidade dos sistemas de segurança, sofrendo espancamentos, prisões, e até assassinatos.

Nos primeiros dias da revolução que eclodiu na Tunísia, em Dezembro de 2010, as mulheres lideraram as manifestações e atuaram intensamente nas redes sociais e blogs. Essa participação foi também vista em todos os outros países árabes mesmo aqueles considerados mais conservadores como o Bahrein.

O premio Nobel da Paz, dado à escritora e ativista Tauakol Abdel Salam Khaled do Iêmen, foi um pequeno mas importante reconhecimento ao papel da mulher no mundo árabe que quebra os tabus e a imagem de ser subserviente, obediente, sem voz como sempre fomos forcados a vê-la no ocidente, e mostra que a verdadeira mulher árabe, mesmo usando trajes religiosos, é um componente ativo na sua sociedade, com voz gritante e poderosa.

É claro que as deficiências ainda existem em diversos campos, e são muitas as lutas que a mulher árabe tem que travar no futuro para garantir seu espaço nos postos governamentais que ditam as regras nos países árabes, já que as primeiras eleições parlamentares por revolucionárias no Egito mostraram que somente 11 mulheres devem fazer parte do novo parlamento egípcio, menos de 2% do total.

Portanto a metade da sociedade egípcia, que sofreu e lutou em igualdade pelas conquistas democráticas será representada por menos de 2% do parlamento, e a principal razão foi a marginalização das mulheres na estrutura partidária, com poucas candidatas apresentadas como alternativa para os eleitores.

As Nações Unidas relatam que a mulher não ultrapassou 10,7% da composição dos parlamentos árabes em 2011 mesmo com as primeiras repercussões da Primavera,  enquanto que a nível mundial a sua participação subiu para 19,5% no mesmo ano.

Muitos são os desafios que a mulher árabe deve enfrentar nos próximos anos para conquistar o seu lugar de direito e a sua igualdade na sociedade. Talvez a primavera árabe seja o início do despertado do outono feminino que há de florescer nos próximos anos.

Com al-arabiya

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