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Fortalezas históricas marroquinas sofrem com abandono

 Imprimir EFE | 07/05/2012 A | A
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Marta Miera.

Mehdia (Marrocos), 7 mai (EFE).- A falta de investimento na 'economia cultural' e de cuidado com o patrimônio histórico fez com que muitas fortalezas no Marrocos tenham se deteriorado com a passagem do tempo, o vandalismo e as condições climáticas adversas.

Na cidade litorânea de Azemmour, colonizada pelos portugueses em 1513, os canhões corroídos da fortaleza estão jogados no chão e rodeados de lixo.

Famosa pelos vinhedos que a rodeiam, a fortaleza de Boulaouane, que faz parte das 76 cidades construídas pelo sultão Moulay Ismail no século XVII, é outro exemplo do abandono do patrimônio histórico marroquino.

'Fortalezas como a de Boulaouane necessitam de muito dinheiro para serem restauradas, o Ministério da Cultura não pode arcar com estas despesas sozinho, e no Marrocos não há investimentos privados em economia cultural', explicou à Agência Efe Abdellah Saleh, diretor de Patrimônio Cultural da pasta.

Saleh explicou que outro dos inconvenientes 'é que muitas vezes algumas pessoas vivem nestes locais, e para reformá-las é preciso transferi-las para outros lugares', o que significa mais um problema, que se soma à falta de dinheiro e à dificuldade de preservar o lugar após a restauração.

'Quando conseguirmos financiamento os grandes monumentos serão salvos, as fortalezas terão uma função cultural e causarão um impacto econômico e social', afirmou um esperançoso Saleh, que ressalta a 'importância de sensibilizar as pessoas' sobre o assunto.

Mehdia é outra amostra de abandono, mas também um esforço de resgate. A fortaleza estava há décadas sem nenhum tipo de cuidado, cheia de lixo.

Refúgio de portugueses e colonizada por piratas, em 1614 os espanhóis expulsaram de Mehdia os corsários e durante os 67 anos que permaneceram ali construíram grande parte da fortaleza, até que foram desalojados pelas tropas de Moulay Ismail. Vários séculos depois, no desembarque dos americanos durante a Segunda Guerra Mundial, em 1942, o enclave sofreu sérias avarias.

Hoje, são os próprios americanos que financiaram junto à Direção de Patrimônio Cultural do Marrocos os trabalhos de restauração parcial do palácio de Dar al Makhzen, construído pelo sultão Ismail e centro da fortificação.

A Associação de Formandos do Instituto Nacional de Ciências da Arqueologia e do Patrimônio (ALINSAP), encarregada da obra, adverte sobre 'o estado geral de abandono no qual se encontra o lugar'.

'Todos os esforços realizados serão em vão se não forem realizadas mais operações para salvaguardar a fortaleza', comentou a ALINSAP. EFE

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