Sauditas sobem Everest em campanha contra câncer de mama

Receita de Sauditas sobem Everest em campanha contra câncer de mama

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Um grupo de dez mulheres sauditas lideradas por uma princesa finalizou nesta segunda-feira uma expedição de duas semanas ao Monte Everest

Um grupo de dez mulheres sauditas lideradas por uma princesa finalizou nesta segunda-feira uma expedição de duas semanas ao Monte Everest, a partir da qual pretendem conscientizar seus compatriotas sobre os perigos do câncer de mama. Na volta à Arábia Saudita, uma das integrantes da missão, a jogadora de basquete Lina Al Maina, disse que o grupo chegou até o chamado campo base, situado a 5,4 mil metros de altura.

Lina garantiu que durante a subida, as mulheres superaram dificuldades como forma de se solidarizar de "forma simbólica com as vítimas de câncer de mama". A atleta ainda ressaltou que o espírito de cooperação dentro da equipe ajudou a ultrapassar os obstáculos. Para a desportista, a experiência pretende enviar uma mensagem às mulheres sauditas para que estejam conscientes dos perigos deste câncer. "É uma tentativa de sensibilizar nossas compatriotas para que façam esporte diariamente e cuidem da saúde", ressaltou Lina, que treina uma equipe de basquete na cidade de Jeddah, no oeste do país.

Antes de subir o Everest, cujo pico se encontra a 8,848 mil metros, as dez mulheres se submeteram durante três meses a um programa de treinamentos físicos duros e a uma dieta estrita para se preparar para a aventura. As integrantes da missão são familiares de doentes de câncer de peito e mulheres curadas, com idades entre 25 e 50 anos. Entre elas está a princesa Rima Bint Bandar, que preside a associação Zahra da luta contra o câncer de mama que organizou esta iniciativa.

O principal motivo para a campanha foi o aumento do número de mulheres com câncer de mama no reino wahhabista. Segundo números do centro de estudos do Hospital King Faisal, cerca de oito mil mulheres descobrem a cada ano que padecem da doença. A incidência do tumor aumentou 20% nos últimos dez anos, de acordo com estes dados, e quase a metade dos casos são descobertos com a doença em etapa avançada. Segundo Lina, os números representam "um indício perigoso", e se faz necessária a conscientização sobre este câncer.

"A viagem ao Everest é uma maneira criativa no processo de prevenir essa doença em nosso país", disse a desportista. A aventura será levada ao cinema com a estreia de um documentário no próximo mês, realizado por uma equipe de cinegrafistas que acompanhou as sauditas durante as duas semanas da subida.