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SÍRIA - Por Roberto Ganem

 Imprimir Arabesq | 19/09/2012 A | A
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História

Até um século atrás costumava se chamar Síria, ao território que hoje se compõe pela Síria, pelo Líbano, pela Palestina e a Jordânia.

Os Romanos consideravam a Síria estendendo-se do Eufrates ao Mediterrâneo e do Sinai até o sul da Turquia, incluindo a Palestina como uma província menor.

A localização geográfica privilegiada da Síria fez com que desempenhasse um papel de relevância na civilização mundial. Ela se constitui da maior porção do fértil crescente que inclui a parte setentrional da Península Arábica, dispondo-se ao longo da costa do Mediterrâneo.

Era a confluência das estradas próximas ao Mediterrâneo e a inevitável passagem para os países vizinhos, fosse buscando guerra, a imigração ou o comércio.

A Síria se encontrava, enfim, no ponto de encontro das principais potências da antiguidade: O Egito dos Faraós, a Assíria, a Pérsia e a Grécia Macedônia.

Por isso as mais acirradas batalhas da história antiga tiveram lugar em suas planícies.
Oriundos da Península Arábica, no 4º milênio a.C., os Acádios chegaram à Síria, mais tarde no 3º milênio a.C., outra leva de povos árabes formada pelos amoritas, cananeus e fenícios. Estes se estabeleceram na costa desenvolveram excelente civilização, mantendo bases comerciais em Chipre, nas ilhas do Mar Egeu, na Sicília, em Malta, na Espanha e em Cartago.

A 3ª onda árabe, formada por arameus, perto do 15º século a.C. construiu vários reinos dos quais o mais importante era Damasco, que se estendia por toda a Síria e chegava até o rio Eufrates, tendo conquistado o norte da palestina e vencido os Israelitas.

Damasco, no inicio era conhecida como Amory, por isso suspeita-se que tivesse sido construída pelos árabes amoritas que a construíram. Entre seus reis estava Hamurabi, criador do primeiro código de leis conhecido no mundo.

No século VII chegaram os muçulmanos que, expulsando os bizantinos, fizeram de Damasco a capital do califado, sob os omíadas.

No século XI a Síria  foi conquistada pelos turcos selêucidas. Em seguida deu-se a invasão dos cruzados que instalaram quatros breves principados cristãos. Mais foi logo retomada pelos turcos otomanos que a dominaram por quatro séculos. Após esse longo período deu-se a grande revolta árabe, desafiando esse povo e em 1918 o Emir Faiçal, marchando contra ele entrou em Damasco libertando finalmente toda Síria.

Ingleses e Franceses disputaram também o território e somente em 1946 a Síria alcançou sua plena soberania.

Governo

Segundo a constituição de 1969, a Síria é uma republica democrática popular socialista, fazendo parte da pátria árabe com lei islâmica como base principal de legislação.

A educação é um direito de todos sendo obrigatória na fase primária e gratuita nas fases secundária e universitária. O serviço militar é obrigatório.

O trabalho é um direito de todos os cidadãos e o estado garante um salário justo aos trabalhadores e também um seguro social e a organização de descanso e demissões. Garante também auxílio a todo cidadão e sua família em caso de emergência, doença, incapacidade, orfandade e velhice, protegendo sua saúde e propiciando-lhe tratamento médico.

Economia

A economia Síria ainda está ligada a agricultura que atende em 75% á população e 35% à renda nacional.

Os minerais não possuem grande expressividade para o comércio. Perto de Alepo, Palmira e Damasco, localizam- se importantes salinas. Encontrou-se petróleo em Karachuk, cujas reservas são estimadas em 150 milhões de toneladas.

Alepo e Damasco são polos de grande movimentação comercial. Todos os anos uma feira internacional vem atraindo expositores e visitantes de vários países do mundo.

O turismo também constitui importante fonte de renda para a Síria, procurada pelas suas belezas naturais, pontos pitorescos e estações de veraneio, como principalmente por suas relíquias históricas, desde as primeiras civilizações.

Principais produtos de exportação: algodão, cereais, frutas e verduras, metais preciosos, alimentos preservados, bebidas e fumo, animais vivos, laticínios e outros.

Transportes

As estradas de rodagem da Síria se dividem em três categorias: arteriais, secundárias e inferiores.
Há 4.500 Km de estradas asfaltadas, 2.500 Km de macadamizadas e 6.000 Km de estradas de terra.

As principais redes arteriais são: Sidon (Líbano)– Kuneitra– Sivieda– Salkhad– Fronteira da Jordânia; Beirute (Líbano)– Damasco– Khan Abu Chamat– Fronteira do Iraque – Bagdá; Tortouss– Tell; Kalakh– Homs; Banias– Hama– Salemie; Latakia- Alepo- Rakka- Deirezzor- Abou; Kemal- Fronteira do Iraque, Haifa (Palestina)- Kuneitra- Damasco- Palmira.

A estrada de ferro na Síria tem 543 Km sendo 248 Km nas linhas do norte e 295 Km nas do Sul.
A estrada de ferro do Hedjaz possui 301 Km.

O porto de Latakia é o principal do país,também foi construído um grande porto em Tortous.
Na aviação comercial a Syrian Arab Airlines atende aos serviços domésticos e tem linhas para Jerusalém, Kuwait, Beirut, Bagdá, Charjah, Jida, Amã, Dahrã, Doha, Nicósia, Roma, Paris, Londres, Munique, Karachi e Nova Délhi.

Cultura

Há muita eficácia e zelo nas bibliotecas como a Nacional de Alepo, a Nacional de Damasco, a Nacional de Homs, a da Universidade de Damasco, a da Academia de Damasco

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Roberto Ganem
Escritor e artista formado em arquitetura na USP e artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes.


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