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Os Árabes e o Terrorismo

 Imprimir Agências | 29/07/2008 A | A
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Consciência Jeans

A voz do acadêmico libanês residente nos Estados Unidos, Bassam Haddad, carrega em seu tom muita tristeza na narração do seu documentário “Al Arab Ual Erhab” (Os Árabes e o Terrorismo), onde deu mais importância à explicação do que a justificativa.

Muitos dos participantes árabes no documentário se empenharam para mostrar que o vencedor do conflito possui a força para descrever o que é o “terrorismo” e nomear o “terrorista”. E a parte fraca não tem alternativa a não ser ficar em posição de defesa ou resistir com a justiça perante o poder dominante.

O diretor Haddad, que vive nos Estados Unidos há 22 anos, se empenhou para trabalhar com equilíbrio e imparcialidade mostrando as opiniões dos árabes aos que se opõem a eles, e retorna com a opinião do outro lado para os árabes.

Trata-se de um filme de 135 minutos, dividido em três partes intituladas de: “Os Árabes e o Terrorismo”, “O Terrorismo de Estado" e “O Terrorismo e a Resistência”.

O documentário inclui cenas de guerras, massacres e atentados a bomba, além de entrevistas com os cidadãos, acadêmicos, políticos e intelectuais, árabes e estrangeiros, no Líbano, Palestina, Egito, Espanha e Estados Unidos que aproveitam para tratar da questão do "terrorismo" após os atentados de 11 de setembro em 2001.

O filme participou no Festival de Cinema "Oshiam Cine Fan para filmes árabes e asiáticos” que concluiu na semana passada a sua décima edição, na capital indiana.

Nele o cineasta abordou questões aparentemente obvias, como a questão do desequilíbrio da resposta americana quando considera a morte das 3 mil pessoas no atentado de 11 de setembro um fato de extrema gravidade, mas ignoram as catástrofes ocorridas no mundo e os massacres ocorridos no Iraque, Líbano e palestina pelas empreitadas americanas e israelenses na região.

O filme possui cenas fortes das vítimas de Qana e do massacre dos refugiados palestinos em Sabra e Shatila, ao sul do Líbano em 1982, executado por uma milícia libanesa existente na época, sob proteção e supervisão israelenses, já que suas forças ocupavam a região do massacre.

Uma cidadã palestina se pergunta quando fala aos espectadores, se alguém vier de um lugar desconhecido, ocupar sua casa e ainda te despejar, o que você faria? O deixaria viver em paz ou resistira para retomar sua casa?

Desta pergunta, aparentemente simples, o filme começa sua mensagem que se baseia nas opiniões de pessoas que defendem o direito da resistência, mas rejeitam alvos civis de ambos os lados.

Na opinião do escritor libanês Talal Salman, não há diferença significativa entre Bush e o líder da Al-Qaeda Osama bin Laden, são faces da mesma moeda, e acha que Bin Laden não representa a resistência já que destroce a honra da causa palestina.

Haddad discute no filme a relação entre o terrorismo de Estado e o terrorismo de indivíduos, neste ponto o pensador palestino Azmi Beshara afirma que o significado real de terrorismo é a intimidação.

Beshara diz que quando alguém quer controlar milhares de pessoas que o odeiam e o consideram um agressor sem legitimidade, este alguém provavelmente não conseguirá governar essas pessoas sem usar do terror, fazendo referencia aos soldados israelenses que ocupam a palestina.

A escritora egípcia Nawal Al Saadawi diz que “a maior operação de camuflagem que acontece no mundo hoje, é a de retratar o terrorismo praticado pelo Estado Americano e Israelense, como processo de paz”.

Não há previsão da exibição do filme no Brasil ou de sua participação em algum festival de cinema brasileiro.

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