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Os Árabes nas Olimpíadas

 Imprimir Tamim Daaboul | 09/08/2008 A | A
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Pequim foi ontem a capital do mundo, bilhões de seres humanos se imobilizaram diante das televisões para assistir a beleza e a magia das produções chinesas na noite oriental que será relembrada pelos amantes da arte e do esporte através da historia.

Na noite de cores fantásticas e exuberantes, os chineses provaram que a criatividade humana ainda é capaz de produzir a arte e a felicidade, num mundo que caminha rapidamente para comercializar a injustiça, a opressão, a ganância, a guerra, a exploração, a fome e as multinacionais que governam o mundo e controlam os seres, as pedras, as árvores e tudo que surge na superfície ou no interior da terra. Ontem, os chineses provaram que as pessoas se rendem à arte e não a tirania, à beleza e não a ocupação, às músicas e melodias não ao estrondo dos caças e às explosões de bombas.

Desde o início das Olimpíadas da era moderna, as pessoas se interessam imensamente pelos jogos e pelas apresentações da cerimônia de abertura admiradas por todos os amantes do esporte, da arte e da criatividade. Todos os que tiveram oportunidade aplaudiram a abertura das Olimpíadas em Barcelona, Atlanta, Sydney e Atenas onde a tecnologia suplantava o ser humano. Mas em Pequim o ser humano foi o fundamental apesar da alta tecnologia áudio-visual. Os chineses foram capazes de adaptar a tecnologia para os seres humanos, e aproveitá-la a serviço da arte e da criatividade humana, transmitindo o calor humano que foi o segredo do sucesso desta abertura.
 
Ontem os chineses viveram o ápice do sucesso, e nós vivemos o mesmo no orgulho de sabermos que seres humanos, como nós, foram capazes de realizar magníficas acrobacias, extraordinário sincronismo, desafiando inclusive a fé humana no próprio ser humano, ao duvidarmos a cada momento que aquilo possa ter sido feito por gente como a gente e não por computadores e mecanismos hidráulicos.

Ontem também vimos o quanto é recompensador o trabalho em grupo quando livre de preconceitos, repleto de organização e do objetivo de produzir o impossível.


As Olimpíadas

Em honra a Zeus, a Grécia se reunia a cada quatro anos no Peloponeso, na confluência dos rios Alfeu e Giadeo, onde se erguia a cidade de Olímpia, que a partir do ano 776 a.C. cedeu seu nome para aquela que viria a ser a maior competição esportiva em toda a história da humanidade, os Jogos Olímpicos.

O primeiro vencedor foi o atleta Coroebus, cingido por uma coroa trançada por folhas de louro, único prêmio e símbolo da maior vitória.

Inclusive as guerras eram paralisadas durante as olimpíadas, mas no ano de 392 AC, os Jogos Olímpicos e quaisquer manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após converter-se para o cristianismo.

No ano 1896, os Jogos Olímpicos são retomados em Atenas, por iniciativa do barão de Coubertin, o francês Pierre de Fredy . Nesta primeira Olimpíada da Era Moderna, participam 285 atletas de 13 países, disputando provas de atletismo, esgrima, luta livre, ginástica, halterofilismo, ciclismo, natação e tênis. Os vencedores das provas foram premiados com medalhas de ouro e um ramo de oliveira. No mesmo ano foi criado o comitê olímpico internacional, para organizar os jogos.

Desde então continuaram os jogos que foram paralisados três vezes, a primeira em 1916 pela primeira guerra mundial e as outras em 1940 e 1944 devido a segunda grande guerra

Os Árabes Nos Jogos Olímpicos

quando ressurgiram os Jogos Olímpicos, os países árabes em sua maioria, se encontravam colonizados pela Turquia ou alguns países europeus, isso os impediu de participar nas olimpíadas até a segunda metade do século XX, com exceção do Egito, que começou a participar desde o início do mesmo século, com isso as conquistas dos árabes permaneceram modestas se comparadas com o número de Estados árabes ou o número de seus habitantes.

Contribuiu também a falta de investimento em esporte, as dificuldades econômicas e a instabilidade política, dificultando muito o sucesso previsível nos jogos, mas não impediu alguns talentos pessoais de alcançarem suas medalhas ao longo do tempo.


As Conquistas Árabes Nas Olimpíadas:

Amsterdam - 1928
- Mohammed Sayed Nasir - Egito - Ouro no levantamento de peso
- Aberlhim Mustafa - Egito - medalha de ouro na luta romana
- Fred Samaka - Egito - prata e bronze – saltos ornamentais

Berlim - 1936
- Khidr Ettouny - Egito - Ouro no levantamento de peso
- Mohammed Musbah - Egito - Ouro no levantamento de peso
- Saleh Suleiman - Egito - prata no levantamento de peso
- Ibrahim Shams - Egito - o bronze em levantamento de peso
- Uasif Ibrahim - Egito - o bronze em levantamento de peso

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Tamim Daaboul
Jornalista pela Universidade de Damasco, analista político e diplomata. Foi Diretor Editorial do Departamento Cultural do Jornal “Tishreen”, Diretor do C.C.A.S. em São Paulo, Diretor do programa Arabesco e Autor do Documentário “O Caminho do Ouro” sobre a imigração árabe ao Brasil.
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COMENTÁRIOS
 
Fuad Achcar Júnior 8/22/2008 7:51:49 AM
Infelizmente os Árabes, da mesma forma que o Brasil, não valorizam nem investem no esporte. Não temos grandes atletas e a nossa maior participação é em esportes de luta. A grande Ghada Shuaa, uma das porcos exceções deveria ser apontada como exemplo em todos os países, em especial na nossa querida Síria.

Luiz Amim Murad 12/30/2008 9:12:22 PM
Faltaram as considerações sobre as conquistas Árabes em Pequim/2008. Houve medalhas, e, como exemplo, cito a de Ouro obtida pelo Tunisino na natação.

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