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Marroquina preside nova organização pelos direitos da mulher muçulmana

 Imprimir Al-Jazeera | 29/09/2008 A | A
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A escritora e pesquisadora marroquina, Dra. Asma Almurabet, foi escolhida, no dia 22 de setembro durante o primeiro Simpósio Internacional da organização em Barcelona, para a Presidência do grupo internacional, recentemente criado, que estuda e reflete sobre as questões das mulheres no Islã.

Em entrevista para a Al-Jazeera, a Dra. Asma informou que "o principal objetivo é o de abrir um novo caminho sobre a questão das mulheres islâmicas, centrando entre dois extremos, o extremismo religioso islâmico e o extremismo do modernismo decadente”.

Asma é membro do Conselho Nacional das Mulheres na Catalunha associado com o governo catalão. O Conselho inclui educadores, universitários e assessores que representam as sociedades civis da Europa, América do Norte, os países da África e o Magrebe árabe.

O grupo está trabalhando para corrigir as idéias e percepções do mundo islâmico, e acompanha o surgimento de movimentos intelectuais de mulheres muçulmanas na Europa, e também fornece leituras de textos islâmicas do ponto de vista das mulheres.

Desafios e perspectivas

O novo grupo internacional sente o peso da responsabilidade que carrega na batalha pela reforma do pensamento islâmico para quebrar os grilhões que atrasaram a libertação das mulheres na “sociedade atingida pelo subdesenvolvimento”.

Asma acredita que "a Mulher é refém de um sistema patriarcal incoerente, através do tradicionalismo cultural rígido e a autocracia política hereditária, que impedem qualquer discussão sobre o mérito da causa".

“é inevitável levantar demandas pela democracia no coração de comunidades fechadas politicamente. Só isso já é suficiente para a libertação das mulheres muçulmanas, e os homens também”

A médica e escritora Asma, considera que a questão das mulheres no Islã é estreitamente ligada ao sistema político “é inevitável levantar demandas pela democracia no coração de comunidades fechadas politicamente. Só isso já é suficiente para a libertação das mulheres muçulmanas, e os homens também”, disse Asma, e convidou para envolver outros grupos que defendem os direitos da mulher, recusando a marginalização da mulher no mundo, pois “até mulheres no norte (Europa) sofrem de sistemas patriarcais opressivos”. 

O professor da ciência do alcorão na Universidade de Moulay Hassan II, Dr. Omar Bnhamad, congratulou esta iniciativa, e disse que a causa das mulheres, em especial, e a religião islâmica, em geral, precisam de intelectuais com grandes conhecimentos e acessos à civilização ocidental e à civilização islâmica.

Bnhamad afirmou que a referência para a jurisprudência islâmica não é restrita aos homens sem as mulheres, e certamente que as mulheres intelectuais são mais capazes do que os homens para corrigir as distorções e relatar os fatos.

www.aljazeera.net

Tradução: Portal Arabesq

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