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Grafite do Brasil influenciou o surgimento da arte no Egito

 Imprimir Arabesq+Al-Jazeera | 11/12/2008 A | A
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Mais de sessenta artistas, principalmente jovens, participaram no festival da Arte do Grafite ou “Arte de Protesto”, no Centro Culturas “Mahmoud Mukhtar” no Cairo, que prossegue até 30 de dezembro de 2008.

Os grafiteiros exibiram obras desenhadas pelo lado interno e externo do jardim do Centro Cultural, com o predomínio de temas que abordam as preocupações e as crises das sociedades árabes. Transmitindo mensagens em murais, às vezes compreensíveis, outras duvidosas ou obscuras.

O grafiteiro Ahmed Mustafa, questionou em sua pintura "vermos um novo amanhecer na escuridão que vivemos?”; Shereen Abdel Gawad protestou "na era da escravidão, tudo se compra, exceto os sentimentos”; e Auatef Salah emocionou "Te amo meu Líbano".

O Presidente do Departamento de Artes Plásticas do Egito chamou a atenção que esta é a primeira iniciativa no país organizando uma exposição deste tipo de arte que se expressa através da pintura e da escrita em murais, alcançando a sociedade de forma igualmente espontânea, chamando a atenção através do choque visual e da surpresa nas ruas com as maiores multidões.

Proliferação de experiências

O artista Mohsen Shaalan, diz que a experiência do centro cultural está ganhando maior espaço, por isso pensam seriamente em promover maior expansão da experiência com a elaboração de competições entre grafiteiros e com a pintura total de um trem que percorre as principais estações ferroviárias em todo o Egito.

Salah Al-Melegy, Presidente do Departamento Central de Museus e exposições, acredita que os workshops dos grafiteiros ajudam a criar um diálogo profissional enriquecendo a arte egípcia, e representa uma dimensão que embeleza a natureza da liberdade e a criatividade, alem de conter uma bela mensagem exposta nas paredes do museu, chamando a atenção dos pedestres que tentam relacionar os desenhos com as suas próprias vidas.

De acordo com a artista plástica, Nora Abdel Moneim, o grafite egípcio foi muito influenciado pelo grafite Brasileiro, onde tudo começou, através de artistas de rua desenhando nas paredes e estações de metrô, antes de se expandir para a América e Europa.

O artista Shareef Kazzaz participou com uma pintura chamada "barreira moral" ao longo das linhas do muro do apartheid sionista, lembrando que o limiar moral em que vivemos hoje é mais agressivo e feroz.

O artista Ayman al-Hamid acredita que a arte do grafite é a dos subúrbios, criada pelos marginalizados que buscam a justiça social. Ayman participou com sua pintura “não à exportação de gás para Israel”, que paralisou o público e ganhou sua admiração.

www.aljazeera.net

Tradução: Arabesq.com.br

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COMENTÁRIOS
 
Josicreuza 2/26/2009 5:29:55 AM
eu não acho nada.

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