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Finanças islâmicas pt-7 (Zakat, Riscos e Conclusão)

 Imprimir Arabesq | 02/05/2009 A | A
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Consciência Jeans

[Página Anterior] ...Antes de o banking islâmico estar em evidência, muitos muçulmanos fugiam dos bancos: para os menos letrados, tudo, até a mais simples conta corrente, era proibido, interdição absoluta sob o selo de haram – 'não-permissível'. Os bancos negociam juros; logo, os muçulmanos não podem negociar com bancos.

Mufti Barkatulla contou-me que foi chamado para intermediar vários casos em que a polícia, em vários tipos de investigação, encontrou grandes somas de dinheiro escondido em residências de muçulmanos. Em algumas, ele lembra, foram encontradas 30 mil libras em moeda, e até mais. Do ponto de vista policial, havia motivo para suspeitas. De fato, as pessoas estavam precavendo-se contra a riba.

Uma das mudanças que os bancos regidos por princípios da Xaria estão introduzindo na Inglaterra, para Barkatulla, é que os muçulmanos operários, sobretudo os mais velhos, estão finalmente se convertendo, de 'sociedade baseada na moeda', para 'sociedade sem moeda' [ing. shifting ‘from a cash-based to a cashless society’] – o que profissionais e empresários muçulmanos já fizeram há anos.

Se os muçulmanos não se podem integrar a uma economia convencional sem ferir regras religiosas, eles pelo menos podem sempre saber que regras infringem e podem 'purificar' o orçamento com doações caritativas: podem doar as quantias em questão. Essas transfusões autogeridas podem ser pagas em valor superior e além da dedução obrigatória – conhecida como zakat –, que os muçulmanos devotos devem pagar, e podem ser doadas como caridade, no espaço de um ano.

O pagamento mais comum é o zakat de 2,5% ao ano, sobre moeda, poupanças e investimentos menos dívidas. (Pode exigir contabilidade complexa. Em http://www.ramadhanzone.com encontra-se uma calculadora de zakat que bem vale conhecer.) Os não-crentes que temam que os muçulmanos não desejam o bem de todos – complicada operação de projeção, mas que nem sempre implica total fantasia – deveriam acender uma luz amarela para a palavra zakat, e outra para a ideia de 'purificação'. O motivo para a redobrada atenção nesse caso são muçulmanos bem-sucedidos no Ocidente, que enviem dinheiro aos pobres e necessitados. Claro que esse dinheiro pode ajudar os desempregados em Bradford, ONGs em Kuala Lumpur ou fabricantes de dentaduras em Sarajevo; como também pode tomar a direção dos pobres sob fogo na Cisjordânia, Gaza, Iraque, Afeganistão, Cachemira.

No início do ano passado, o clérigo paquistanês Sheikh Muhammad Taqi Usmani era membro do conselho de especialistas na Xaria, que é conselho supervisor do Dow Jones Islamic Market, em Londres. Intelectual, juiz, especialista em finanças e prolífico autor de livros e artigos, Usmani também participava do conselho islâmico de um fundo mútuo regido por princípios da Xaria, em Illinois, um grupo de investimento autorizado pelo comitê do Dow a administrar seu fundo islâmico. Mas começaram a surgir boatos na Internet sobre Usmani. Na primavera, a Fundação McCormick e o ultra-conservador Center for Security Policy (CPS) organizaram um seminário sobre finanças, ativamente "anti-Xaria", em Illinois. Ali se discutiram as ideias publicadas por Usmani sobre jihad e a subjugação dos infieis. Toda a mídia virou seus holofotes para os investidores e os investimentos 'islâmicos' no estado de Illinois. Em 2007, na papelada de uma investigação federal de um "financiamento do terror" que chegou a um tribunal em Dallas, o governo listou aquele fundo como "co-conspirador não-indiciado" – um, dentre cerca de 300 – que teria ligações com a Irmandade Muçulmana dos EUA. Essas ligações, teriam sido construídas mediante a Holy Land Foundation (HLF), organização filantrópica com base nos EUA e alvo central da investigação. As ideias de Usmani sobre os deveres da jihad – no seminário do Center for Security Policy, foram apresentadas sob forma nada ecumênica, para dizer o mínimo – não ajudaram a implementação, nos EUA, das finanças por princípios da Xaria. Hoje, Usmani já não participa do conselho consultivo do DJIM. Quando ao fundo de investimento de Illinois, teve de recorrer ao American Civil Liberties Union para tentar restaurar a reputação gravemente atingida.

Ano passado, depois de um julgamento anulado em 2007, um juri em Dallas considerou a fundação Holy Land Foundation (HLF) e cinco de seus membros, culpados por ter repassado ao Hamás algo em torno de 12 milhões de dólares ou mais – embora a sentença reconheça que o dinheiro fora usado para construir clínicas de assistência médica e outras finalidades de assistência social. O problema é que, nos EUA, dinheiro algum, por caritativo que seja, seja purificado ou não, seja zakat ou seja o que for, simplesmente não pode ser doado aos palestinos, sem que os doadores imediatamente convertam-se em alvo de investigação federal.

Como David Feige explicou na revista Slate depois da anulação do primeiro julgamento, a fundação Holy Land Foundation foi acusada de "contribuir para organização terrorista, ajudando a disseminar sua ideologia e a recrutar membros. Tradução: quem apoie bons serviços de assistência social também é considerado culpado de crime de terrorismo, se os bons serviços sociais mostrarem imagem dos terroristas como não-terroristas."

Os governos podem lutar nas suas próprias jurisdições para aumentar o sofrimento dos palestinos; as fundações, grupos e ONGs amantes da liberdade podem até semi-expor seu incômodo (até bem próximo do protesto) quanto à proliferação no ocidente de mecanismos e produtos bancários construídos por princípios da Xaria; mas é tarde demais para tentar isolar em quarentena a finança islâmica. Paralelo ao 'choque' teó

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