Economista britânico prevê prevalência do sistema financeiro islâmico até 2015

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Toby Birch, o economista britânico que previu a crise financeira mundial, previu que o sistema financeiro islâmico ajudará na estabilização do atual sistema em 2010 e dominará o sistema financeiro mundial em 2015.

Toby Birch, o economista britânico que previu a crise financeira mundial, afirmou que há oportunidades para mudanças sistemáticas durante a atual crise e previu, em seu livro “o último colapso”, que o sistema financeiro islâmico ajudará na estabilização do atual sistema em 2010 e dominará o sistema financeiro mundial em 2015.

Birch argumenta que “esse será o início de uma nova e melhor estrutura para os mercados financeiros globais se todos nos unirmos contra um inimigo comum, o decadente sistema velho que se tornou cada vez mais impraticável nos tempos atuais.”

Traçando de experiências históricas este será o melhor momento para criar um novo caminho que aproveite o melhor das práticas nos modelos prévios, segundo Birch.

"Precisamos de um modelo econômico que re-enfatize os elementos positivos do capitalismo e um sistema bancário que é simbiótica e não egoísta. Equidade, equilíbrio e altruísmo em finanças podem parecer utópicos ou antiquados, mas estamos em necessidade desesperada de alguma perspicácia do passado. O atual panorama financeiro mundial necessita não apenas de uma revisão dos mecanismos, mas uma profunda reflexão e uma nova geração de soluções fundamentais," acrescentou Birch.

Sobre o uso das finanças islâmicas como uma alternativa, Birch concordou que "hipotecários islâmicos pagam aluguel ao invés de juros e os bancos igualam empréstimos aos depósitos, cobrando taxas em vez de margens de juros para pagar seus serviços. O método pode parecer semântico, mas há uma diferença crucial: evita a criação de crédito, que é inflacionário para a economia e, em última análise, autodestrutivo para o banco. Nesse tipo de financiamento não há garantias ou esquemas de proteção dos depósitos, mas emprestar é muito mais responsável. Os Bancos Islâmicos são normalmente pequenos, bem capitalizados e conservadores. Para muitos, um banco segura que não paga juros pode parecer muito melhor que um falido que oferece 7%. Para receber um retorno, os poupadores podem participar de investimentos de baixo risco em projetos públicos.”

“Apesar de certos aspectos das Finanças islâmicos, por exemplo os fundos de propriedade, terem sido afetados pela crise, embora em menor escala, joint-ventures e empresas de private equity (sem enorme alavancagem), também tem grande apelo de parceria com recursos que partilham riscos e lucros”.

“Os inícios são sempre difíceis, o surgimento do sistema Islâmico e a substituição do sistema antigo necessitam algum tempo, pois os não-muçulmanos precisam enxergar os benefícios antes de adotar o método para gerir e investir o seu dinheiro”, afirmou Birch.