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 Imprimir Terra Viva | 25/09/2009 A | A
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Por Jomar Martins - Revista Terraviva
EDIÇÃO 12- Julho 2009

A constante peregrinação pelo mundo, em busca de oportunidades comerciais, transformou o presidente da República em “caixeiro-viajante” dos produtos brasileiros. Luiz Inácio Lula da Silva é o ícone visível de uma grande estratégia que, lá fora, recebe a cobertura do Ministério das Relações Exteriores (MRE) – além de apoiar contatos em missões e feiras especializadas, criou uma Divisão de Informação Comercial (DIC) para afi nar a sintonia com empresários interessados em exportar. E, internamente, tem como ponta de lança a estrutura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que acaba de ganhar uma Secretaria de Relações Internacionais, com intuito de apoiar proativamente o comércio exterior. A ordem é trabalhar de mãos dadas, em parceria com produtores e entidades, para aumentar a participação do setor rural nas vendas externas. Em 2008, o agronegócio participou com US$ 71,8 bilhões da pauta, praticamente 36,3% do total (US$ 197,9 bilhões).

Como política de Estado, esse esforço mostra a disposição do Palácio do Planalto em abrir o maior número possível de frentes para os interesses do Brasil, não só para contrabalançar a redução das exportações para os países desenvolvidos – face ao crescente protecionismo, à retração na demanda e ao impasse nas negociações multilaterais – mas, essencialmente, para promover uma nova visão geopolítica no concerto internacional. A situação econômica mundial estampada no último levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sinaliza ser preciso correr atrás do cliente. O estudo apontou redução média do PIB de 2,1% no primeiro trimestre de 2009 em relação ao trimestre anterior. Foi a maior queda desde 1960, quando a OCDE começou a registrar os dados. Os países mais afetados foram Japão, com 4%, e Alemanha, com 3,8%. Os mercados ricos, castigados pela crise e com a taxa de natalidade em declínio, poderão diminuir a demanda por itens de maior valor agregado. A tendência será inversa nos países emergentes, que, além da inflação controlada e de uma população crescente, passaram a consumir mais com a expansão mundial verifi cada na última década.

O acerto da estratégia do governo brasileiro pode ser auferido ao se comparar o desempenho das exportações agrícolas por destino. De 2000 a 2006, as vendas para as nações ricas cresceram a uma taxa anual média de 13%; para os países em desenvolvimento, chegou aos 26%. Em 2006, os emergentes compraram US$ 36 bilhões do Brasil, valores que, mantidas as previsões, poderão alcançar US$ 60 bilhões em 2012.

A inserção do MAPA nessa cruzada significará, no pior cenário, a democratização de acesso ao mercado externo, hoje dominado por grandes grupos nacionais e estrangeiros, como Bunge, Cargill, ADM, Sadia-Perdigão, Coinbra, Cutrale e Minerva, para citar alguns players privados; e  egacooperativas, como Coamo, Cooxupé e C-Vale. Os pequenos e médios agropecuaristas, desorganizados, sem escala e inexperientes no métier, estão alijados do processo. Para mudar o quadro, os diversos órgãos de governo decidiram disponibilizar inteligência, infraestrutura e até dinheiro para apoiar todas as iniciativas que abram mercados lá fora, e primordialmente as que promovam a capacitação e organização dos agricultores, geralmente desassistidos na
fase de comercialização. Tal intenção fi coupatente durante o 23º Seminário do Agronegócio para Exportação (Agroex), realizado no dia 26 de maio no auditório da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), em Porto Alegre.

O encontro, promovido pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do MAPA, envolveu dirigentes e técnicos da Farsul, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Secretaria da Agricultura do RS e do MRE, todos imbuídos na tarefa de disseminar informações que estimulem os agentes do agro a se inserir nesse processo. Unidos, venceremos – As cooperativas exportaram US$ 4 bilhões em 2008, número que pode se elevar para US$ 4,3 bilhões até o final de 2009. Mesmo com a boa perspectiva, a presença percentual do cooperativismo, dado seu potencial, é “ínfi ma” no total da pauta, acredita Eduardo Mello Mazzoleni, coordenador geral de acompanhamento da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do MAPA. Para Mazzoleni, a internacionalização das cooperativas se dará por meio da cooperação interempresarial, uma das formas de integração contratual. “É preciso parar de brigar localmente para conseguir escala, redução de custos e maior competitividade”, destaca. Assim, diz, várias pequenas cooperativas podem se unir, acordar regras e ter segurança jurídica para disputar o mercado externo.

Para pequenos e médios produtores, a receita é a mesma: união. Basta estudar a relação mais adequada: associação, cooperativa, condomínio rural ou consórcios. O modelo de integração contratual mais palpável é o consórcio, apesar de seus 2% de participação nos negócios de exportação em 2008. “É o grande instrumento para, internamente, baixar custos; e, externamente, ganhar volume. Isso gera mais competitividade e lucratividade”, assegura o técnico do MAPA. “O ministério tem instrumentos e está preparado para fornecer suporte a todos os produtores e cooperativas que desejam começar este empreendimento”, garante Mazzoleni.

Passo inicial

O primordial é se informar sobre mercados potenciais para determinados produtos. Uma primeira triagem pode ser feita v

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COMENTÁRIOS
 
Miguel Antonio Brandt Cruz 10/1/2009 5:50:18 PM
A matéria é muito esclarecedora do potencial que nosso Brasil dispõe a partir de seus recursos naturais. Devemos, portanto, ampliar ao máximo esse novo mercado com os países em desenvolvimento, agregando valor a certos bens mas exportanto in natura outros, também, como ensina Amyra.

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