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Com Lula, empresas buscam negócios na Terra Santa

 Imprimir ANBA | 15/03/2010 A | A
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Cerca de 20 empresários brasileiros vão participar de encontro de negócios na Palestina e 50 estarão em seminário empresarial na Jordânia. Os eventos ocorrem junto com a viagem do presidente à região.

Alexandre Rocha, enviado especial

Amã – Além do componente político, a atual visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Oriente Médio, iniciada ontem (14), tem um forte caráter comercial. Empresários de diferentes ramos acompanham o presidente nas três etapas da viagem: Israel, Palestina e Jordânia. Nesta segunda-feira (15) Lula está em Jerusalém. Em discurso no Parlamento de Israel, o Knesset, ele defendeu a criação do Estado Palestino.

"Defendemos a existência de um Estado de Israel soberano, seguro e pacífico. Ele deverá conviver com um Estado Palestino igualmente soberano, pacífico e seguro e viável, sobretudo pelo traçado dos seus territórios", afirmou o presidente.

Amanhã à tarde ele segue para Belém, na Cisjordânia, onde terá uma série de compromissos, entre eles um encontro empresarial organizado pelo Itamaraty com apoio da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, do governo e entidades locais.

Segundo Ricardo Leal, conselheiro do escritório de representação do Brasil em Ramallah, na Palestina, está prevista a presença de quase 20 representantes de empresas e entidades setoriais brasileiras e cerca de 100 empresários palestinos. Entre os setores representados estarão os de infraestrutura, informática, mármores e granitos, papel e celulose e têxteis.

Vão participar alguns pesos pesados do setor privado brasileiro, como as construtoras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, e OAS, o grupo Rosset, dono da marca de lingeries Valisère, e a companhia Suzano, de papel e celulose.

Existem poucos dados disponíveis sobre o comércio do Brasil com a Palestina, já que muitos produtos entram e saem da região por meio de países vizinhos, especialmente Israel. Para Leal, a visita do presidente e o encontro de negócios vão servir como "abre alas" para o fortalecimento das relações econômicas bilaterais.

O seminário vai contar com o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, com o ministro da Economia da Palestina, Abu Libdeh, e o presidente da Câmara Árabe, Salim Taufic Schahin.

Schahin vai falar, entre outras coisas, que um dos objetivos da entidade em relação à Palestina é incentivar o turismo. Ele lembra que a população do Brasil é majoritariamente cristã, e a Palestina é o berço do cristianismo, havendo espaço para ampliar o fluxo de turistas brasileiros à região.

O presidente da Câmara Árabe vai falar também sobre a conferência de investimentos na Palestina que deverá ser realizada em São Paulo no segundo semestre, organizada pelos governos da Espanha e do Brasil com apoio da entidade.

Lula fará o encerramento do encontro empresarial ao lado do primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad. Segundo Ricardo Leal, os representantes do governo e os empresários da região estão "muito motivados" com a viagem do presidente brasileiro.

A visita de Lula é aguardada especialmente pela mensagem política que ele pretende passar, em prol do processo de paz entre israelenses e palestinos e da inclusão de novos interlocutores, entre eles o Brasil, nas negociações. O presidente já deu o recado hoje, em Jerusalém, durante encontros com autoridades e empresários locais.

Jordânia

Na Jordânia, última etapa da viagem, será realizado também um seminário de negócios. Segundo informações da embaixada brasileira em Amã, são esperados cerca de 50 empresários do Brasil e entre 250 e 300 jordanianos. O evento será focado principalmente nos setores de turismo, produtos farmacêuticos, agronegócio e energia, mas haverá participação de companhias de outros segmentos.

Na quarta-feira à noite, Lula terá um jantar com o rei jordaniano Abdullah II, do qual vai participar um grupo seleto de empresários, ligados a grupos como Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Maxxion, de motores, Eurofarma, de medicamentos, Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), além de Schahin e o secretário-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby.

O governo jordaniano espera bom desempenho da economia do país este ano. Segundo matéria publicada nesta segunda-feira no jornal em inglês Jordan Times, o ministro da Indústria e Comércio, Amer Hadidi, disse, em entrevista coletiva, que o número de investidores estrangeiros com negócios na Jordânia cresceu 11% no primeiro bimestre, em comparação com o mesmo período do ano passado. O total de investimentos externos, segundo o jornal, chegou a 41 milhões de dinares jordanianos, o que dá mais ou menos o mesmo número em euros.

O ministro afirmou também que houve um aumento de 17% no número de empresas registradas no ministério e de 35% no capital das companhias com registro. Ele afirmou que o ano será difícil do ponto de vista orçamentário, mas a economia está se recuperando e crescendo. Hadidi disse ainda, de acordo com o jornal, que as exportações jordanianas cresceram 4% em janeiro.

*Agência de Notícias Brasil Árabe

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