Fabricantes sírios de chocolate querem equidade com os suíços

Receita de Fabricantes sírios de chocolate querem equidade com os suíços

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Bélgica e Suíça sustentam há anos o lugar mais alto na excelência da fabricação do chocolate no mundo, mas os fabricantes de sírios afirmam que merecem ocupar uma posição elevada na área.

Bélgica e Suíça sustentam há anos o lugar mais alto na excelência da fabricação do chocolate no mundo, mas os fabricantes sírios afirmam que merecem ocupar uma posição elevada na área, já que seus produtos passam a ser exportados para a Europa.

Os doces árabes produzidos na Síria têm fama internacional, são considerados por muitos como os melhores do mundo, assim como seus restaurantes de comida árabe que estão presente em todo o Oriente Médio, fazendo da culinária do levante a mais popular na região. Mas poucos percebem que a Síria também produz chocolates de luxo, o que chamou a atenção com a crescente exportação do produto para países tradicionais do chocolate na Europa.

“Porque não a Síria? O que a Suíça e a Bélgica tem que não temos para a produção do chocolate?” pergunta Bassam Graui, que dirige uma tradicional fabrica de chocolate na Síria.

"Este é um grande desafio. Mas o fato de que produzimos chocolates de luxo com preços duas vezes maiores que o preço do chocolate belga, por exemplo, surpreende muitas pessoas... o alto preço reflete a alta qualidade”, explica Graui.

Ele afirma que a família Graui foi a primeiro a fabricar chocolate no Oriente Médio ainda na década de trinta. Hoje seus produtos são encontrados em algumas das lojas mais conhecidas de Londres, como a Harrods, e da Rússia.

No entanto, esta empresa familiar tradicional começou a enfrentar concorrência de outras que surgiram na década passada como a Zenberkji e "Chocolate Art", que estão expandindo o mercado para o mundo, isso contribuiu para desenvolverem novos produtos, de maior qualidade, especialmente para a exportação.

"Os sírios têm um rico patrimônio. Nós importação o cacau da África e as avelãs da Turquia. Todos os outros componentes são da Síria”, acrescenta Graui.

Em 2005, a empresa ganhou o prêmio de “Melhor Chocolate Estrangeiro” em Paris, na maior exposição do gênero no mundo. Hoje 60% de sua produção é para a exportação, as suas metas é de exportar 80% de toda a sua produção nos próximos anos.