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As novas democracias islâmicas estarão abertas para negócios

 Imprimir Reuters | 03/01/2012 A | A
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Una Galani - Reuters

DUBAI, 29 dez (Reuters) - As revoluções árabes alteraram as percepções da região. Os novos regimes podem ter bases democráticas, mas eles não vão parecer como os ocidentais e os liberais esperam, especialmente no Egito. Ainda assim, mesmo se eles acabem sendo governados por partidos islâmicos, os novos regimes que surgirem ao longo do Mediterrâneo podem parecer mais como a Turquia do que o Irã.

Os novos governos, escolhidos por voto popular, irão enfrentar diversos desafios para livrarem-se do legado dos autocratas depostos. Vários meses de protestos e eleições não podem eliminar décadas de corrupção. Nem podem consignar exércitos poderosos a seus quartéis. Mesmo que as eleições sejam livres e justas, os manifestantes em números variados e de diferentes faixas vão continuar a ocupar a Praça Tahrir do Egito.

Enquanto isso, diferenças tribais vão atrasar a transição da Líbia. Será um ajuste doloroso para os negócios. Ditadores mantinham clima de investimento relativamente seguro e estável. Crescimento econômico floresceu enquanto o nepotismo desenfreado assegurava riquezas de alguns poucos felizardos. O verdadeiro setor privado foi sufocado na Líbia, mas as companhias estrangeiras de petróleo foram mantidas bem contentes. A discrepância entre ricos e pobres continuará a existir em 2012 e causará mais tumultos. Mas deve ser remediada ao longo do tempo com políticas que irão ajudar a atender, pelo menos parcialmente, as aspirações económicas dos pobres que estavam no coração da revolução.

Riqueza, educação e demografia vão decidir como isso será alcançado. As riquezas da Líbia devem permitir ao país uma abertura de investimentos aliada a uma generosa assistência social para cidadãos. No Egito, novos impostos vão ajudar as finanças do governo, algumas privatizações serão revertidas, mas a reforma de subsídios pode eliminar distorções do mercado e apresentar novas oportunidades de negócios. A Tunísia se aproximará mais do conceito ocidental de mercado livre.

A ascensão do islã político será uma fonte de preocupação para alguns, mas não deve comprometer a economia. Egito vai continuar a dar boas vindas aos investimentos estrangeiros. Finanças islâmicas crescerão ao lado do sistema bancário convencional.

A ideia de um governo islâmico democrático do livre mercado pode ser contrária aos pressupostos de costume - mas podem ser uma dos as surpresas ao final da Primavera Árabe de 2011.

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