Filósofo Britânico: este é o fim da hegemonia americana

Receita de Filósofo Britânico: este é o fim da hegemonia americana

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Artigo no ‘The Observer’,  defende que este é o momento da fratura na queda da força Americana

O filósofo e professor de ciências políticas e econômicas, John Gray, escreveu um artigo na edição de domingo do jornal britânico ‘The Observer’ sob o título "momento da fratura na queda da força Americana", no qual defende que a era da hegemonia americana chegou ao seu fim.

John Gray, autor do livro ‘Satânicos: religião apocalíptica e a morte da Utopia’, disse que a crise financeira nos Estados Unidos vai derrubar a nação da mesma maneira que caiu a União Soviética com a queda do Muro de Berlim.

Ele acredita que o aumento dos preços a nível global, ultrapassa a questão de uma turbulência financeira, é “uma mudança geopolítica histórica pelo reequilíbrio irreversível de forças, que resultará no fim da hegemonia americana, presente desde a Segunda Guerra mundial... a falta de regulamento em sistemas vitais nos Estados Unidos, que prega os mercados livres, levou à autodestruição dos mesmos, enquanto outros países, que mantiveram o controle, vivem maior segurança”.

O escritor usa como exemplo para o declínio americano, a impossibilidade da “grande America” sequer responder aos insultos contínuos do presidente venezuelano Hugo Chávez.

Segundo o autor, os ‘Países que rejeitaram o sistema capitalista americano reformularão o futuro econômico da América’, e atribuiu a grave situação financeira vivida pelos EUA aos bancos que operam em ambiente de contínua competição criado pelos próprios legisladores americanos.

‘a classe política americana é a culpada dessa bagunça por defender a ideologia de liberdade do setor privado financeiro, das leis e dos regulamentos’.

Na conclusão, o escritor prevê que os EUA continuarão como uma potencia econômica no mundo, por um período maior, mas as novas forças que estão surgindo se alimentarão do que sobrará depois da crise. A América será apenas mais um pólo “em um novo mundo, multipolar”.