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Conselho de Direitos Humanos aprova relatório Goldstone

 Imprimir Arabesq | 16/10/2009 A | A
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Consciencia Jeans

O Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU aprovou nesta sexta o relatório do juiz sul africano Richard Goldstone que condena o Hamas e principalmente Israel por crimes de guerra durante a ofensiva israelense iniciada ao final do ano passado contra a Faixa de Gaza.

No relatório a comissao investigativa independente da ONU concluiu que Israel usou de forma desproporcional a força, atacou deliberadamente civis, destruiu infra-estrutura, cometendo crimes de guerra e contra a humanidade no início do ano causando a morte de mais de 1400 palestinos, em sua maioria civis, e 10 israelenses.

Dos 47 países que formam o Conselho, 25 apoiaram a resolução sobre o relatório Goldstone, seis a rejeitaram, 11 se abstiveram e 5 não votaram. O Brasil foi um dos países, entre outros latino-americanos, que apoiaram a resolução.

Os países islâmicos, africanos e não-alinhados deram um "sim" unânime ao texto, que contou também com o apoio de alguns países latino-americanos, enquanto os europeus votaram divididos.

A resolução condena Israel por não colaborar com a missão de investigação, e solicita que sejam aprovadas as recomendações contidas no relatório, que incluem que o Conselho de Segurança da ONU leve ao Tribunal Penal Internacional o caso da ofensiva de Gaza, que causou a morte de 1,4 mil palestinos e dez israelenses, se Israel e Hamas não fizerem averiguações sobre os fatos em seis meses.

Além disso, a resolução solicita que todos os órgãos das Nações Unidas, incluindo a Assembleia Geral, o Conselho de Segurança, assim como o secretário-geral, Ban Ki-moon, e a alta comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, zelem por que as recomendações sejam cumpridas.

A Organização de Países Islâmicos incluiu hoje uma modificação para que a resolução fosse mais ampla e buscasse que todas as violações de direitos humanos, e não só as cometidas por Israel, sejam perseguidas e julgadas, algo que foi justificado como uma demonstração de flexibilidade.

Ao defender a resolução, o embaixador palestino, Ibrahim Khreishe, disse que seu país "não condena Israel nem Hamas, mas defende o direito internacional humanitário e busca que todos os assassinos, sejam do lugar onde forem, não fiquem fora da Justiça, nem fiquem impunes".
Israel se limitou a dizer que a resolução "era desequilibrada, porque não há uma só menção ao Hamas". Posição idêntica à dos Estados Unidos, o maior aliado israelenses.

Ameaças israelenses:

Israel tem pressionado para a reprovação e a desqualificação do relatório desde a sua elaboração; Essa semana Israel ameaçou não retomar as negociações com os palestinos se eles insistirem na reapresentação do relatório do juiz Richard Goldstone para votação no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

A representante israelense na ONU, Gabriela Shalev, disse que "enquanto o relatório Goldstone ainda estiver sendo discutido e há citações de apoio a ele em todo lugar, mesmo em países que consideramos amigos, não seremos capazes de fazer qualquer progresso no processo de paz".

"Não sentaremos em uma mesa para conversar com frentes ou pessoas que nos acusam de cometer crimes de guerra, isso é inaceitável", acrescentou Shalev que descreveu o relatório de “parcial e distorcido” desclassificando os membros da comissão independente de investigação da ONU.

Tais ameaças levaram alguns países a propor a reprovação ou uma versão mais amena da resolução Goldstone, como no caso do Brasil, alegando querer evitar que o processo de negociação de paz seja dificultado. Mas ambas as opções foram derrubadas e o relatório foi aprovado na integra.

Temores Israelenses

Autoridades Israelenses temem que a aprovação do relatório no CDH da ONU ofereça as bases legais para a perseguição e a prisão de oficiais e líderes israelenses sob acusações de crimes de guerra e possivelmente contra a humanidade.

Com al-Jazeera e Agêncais Internacionais

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COMENTÁRIOS
 
Edmundo 10/19/2009 11:36:26 AM
Para o bem da humanidade, todos os crimes devem se combatidos, a ninguem é permitido ficar acima das Leis. O Estado Judeu estava acostumado com apoio dos Estado Unidos e Europa a cometer os mais barbaros crimes e ficar impune. Ou isto acaba, ou vamos começar a pensar que certos povos e raças não são seres humanos.

E você, o que acha disso?
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