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Diretor-Geral da AIEA quer que Israel adira ao TNP

 Imprimir Arabesq | 06/05/2010 A | A
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O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, Yukiya Amano, sugeriu que seja desenvolvida uma visão internacional para convencer Israel a aderir ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. Conceito recentemente apoiado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, que pediram um Oriente Médio livre deste tipo de arma.

Em uma carta, Amano convidou os chanceleres dos Estados-membros da AIEA  a compartilhar opiniões sobre como preparar uma resolução apelando a Israel para aderir ao Tratado e abrir as suas instalações nucleares aos inspetores da AIEA.

Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França e China apoiaram na quarta-feira a ideia de tornar o Oriente Médio uma região livre de armas nucleares, o que obrigaria Israel a abandonar seu suposto arsenal nuclear.

A decisão, numa declaração conjunta, reflete a preocupação dos EUA de obter apoio árabe para sanções contra o programa nuclear do Irã, mesmo que para isso Washington tenha de fazer uma concessão que desagrade ao seu aliado Israel. Os EUA dizem, no entanto, que a não-nuclearização do Oriente Médio é uma meta ainda distante.

"Estamos comprometidos com a total implementação da resolução de 1995 do TNP (Tratado de Não-Proliferação Nuclear) sobre o Oriente Médio, e apoiamos os atuais esforços para tal fim", dizem os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, únicos que o TNP autoriza possuírem armas nucleares.

Israel, que não é signatário do TNP, nunca confirmou nem desmentiu que possua armas atômicas, e diz que só pode conceber a ideia de que o Oriente Médio esteja livre de armas nucleares quando houver paz na região.

O Egito, que preside atualmente o influente bloco dos 118 países em desenvolvimento ditos não-alinhados, apresentou aos 189 signatários do TNP uma proposta para que seja realizada no ano que vem uma conferência sobre como livrar o Oriente Médio de armas nucleares.

EUA e Rússia, com apoio das outras potências nucleares "oficiais", negociam com o Egito para que surja um compromisso aceitável, segundo diplomatas ocidentais. A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse na segunda-feira que ainda não existem condições para declarar o Oriente Médio livre de armas nucleares.

Sem citar países específicos, a nota também pede a países não-participantes do TNP que adiram a ele. Índia e Paquistão, que declaradamente possuem armas nucleares, jamais assinaram o tratado, a exemplo de Israel. A Coreia do Norte se retirou em 2003 e fez testes nucleares em 2006 e 2009.

Israel tem respondido à iniciativa egípcia alegando que as ambições nucleares do Irã são uma ameaça regional. O Egito diz que tanto Israel quanto o Irã são fatores de risco na região, e que deve haver medidas contra ambos.

A nota das cinco potências disse que "os riscos de proliferação apresentados pelo programa nuclear iraniano continuam sendo de séria preocupação para nós". Os cinco países, mais a Alemanha, discutem atualmente uma quarta rodada de sanções a Teerã, que insiste no caráter pacífico das suas atividades.

Alguns diplomatas ocidentais aliados do Estado hebreu dizem que os Estados árabes estão pressionando pelo desarmamento nuclear de Israel para apoiar os norte-americanos a conter o programa nuclear iraniano.

Com al-jazeera e Reuters

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COMENTÁRIOS
 
Edmundo 5/6/2010 11:31:12 AM
Ou a verdade prevalece ou não vai dar em nada as medidas do TNP. Primeiro, o Estado Judeu tem a bomba, Se quiser que o Irã não tenha, tira as deste. Segundo, O Estado Judeu alega segurança, mas, quem vai ataca-lo sem sofrer as conseguencias dos americanos. Ou a verdade prevaleça ou daqui a alguns anos, todos os Paises do Oriente Médio terão a bomba, aí sim, vai haver somente mais uma querra, sem vencedores naquela região

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Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atómica, Yukiya Amano Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atómica, Yukiya Amano
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