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Líbia demonstra interesse em adquirir parte da BP

 Imprimir Arabesq | 06/07/2010 A | A
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Shokri Ghanem, presidente da Líbia National Oil Co, disse que irá recomendar a compra de uma participação na BP para a Libyan Investment Authority, ou LIA, o fundo soberano do país norte-africano.

Ações da BP caíram cerca de 48 por cento desde 20 de abril, quando uma explosão na plataforma de perfuração Transocean Deepwater Horizon matou 11 trabalhadores e provocou um dos piores desastres de derramamento de óleo já visto nos Estados Unidos.

"A BP é interessante agora, com o preço pela metade, e ainda tenho confiança na BP. Vou recomendá-la para a LIA," disse Ghanem em uma entrevista por telefone.

"É uma boa oportunidade para os caçadores de pechinchas".

Essas declarações acompanham especulações na mídia de que ricos investidores do Oriente Médio estão considerando um investimento significativo estratégico na BP, enquanto a empresa desvaloriza ao tentar conter o vazamento de petróleo que já dura 76 dias e lidar com as suas conseqüências no Golfo do México.

"Nós não estamos vendendo os ativos agora, mas nós queremos vender US $ 10 bilhões de ativos ao longo dos próximos 12 meses se as pessoas querem comprar ações da BP. São sempre bem-vindos os novos acionistas", disse John Pack, um porta-voz da empresa em Londres.

Apesar da queda acentuada das ações BP desde o final de abril, os mesmos registraram um crescimento repentino de 5.6 por cento no dia seguinte das publicações sobre esse interesse. Ações da BP fecharam em alta de 3,5 por cento em Londres.

"Fundos soberanos do Golfo e outros investidores da região podem manifestar interesse dado o histórico de investimento em empresas com dificuldades, trazendo a confiança e estabelecendo um piso para os preços das ações da empresa, impedindo nova desvalorização", disse John Sfakinakis, economista-chefe do banco saudita de credito agrícola em Riad.

Kuwait Investment Authority já detém 2,8 % da BP, e o fundo soberano da Noruega detém 1,3 %, segundo dados do provedor FactSet.

O analista Kuwaitiano Kamel Al Harami, disse, no entanto, que a BP pode não estar interessada em novos investimentos do Kuwait. Isso porque o parlamento do Kuwait tornou-se mais intervencionista nas atividades das companhias petrolíferas estrangeiras que fazem negócios por lá.

"Kuwait pode estar interessado, mas será um processo demorado por causa do Parlamento e da política, de modo que pode ser pouco atraente para a BP", disse Al Harami.

LIA adquiriu em 2008 uma participação inferior a 2 por cento em italiana Eni, que tem amplas operações na Líbia. O fundo estadual também mira investimentos em energia, incluindo em empresas internacionais de petróleo, afirmou Ghanem, em Junho de 2009.

"A participação na BP poderia trazer acesso privilegiado a tecnologias ofisticadas de produção", disse Eckart Woertz, diretor de estudos econômicos em Dubai.

A Líbia tem intensificado os investimentos no exterior desde a queda das sanções econômicas sobre ela em 2004. Ela também tem atraído investimentos importantes de empresas petrolíferas nos últimos anos, incluindo Eni, Total e Occidental Petroleum.

BP e seu parceiro da Líbia, Líbia Investment Corp, ou LIC, assinaram em maio de 2007 um acordo de exploração e produção com a Líbia National Oil Co, de valor superior a USD 900 milhões, explorando uma região de 54 mil quilômetros quadrados.

Com agências internacionais

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